quarta-feira, 16 de janeiro de 2008



Embora ainda seja desconhecida em Portugal, esta marca de Vodka baralhou totalmente este mercado, com regras que julgávamos inalteráveis. Mais um bom exemplo de disrupção.

Para começar esta vodka reclama as suas origens em França. Embora seja um país ligado às bebidas alcoólicas, nunca se ouviu falar de uma tradição de Vodka num país mediterrâneo. Ouvimos falar de vodkas oriundas principalmente da Rússia, Suécia e Polónia, mas da França?

Depois o próprio processo de criação da Marca. Primeiro foi criado o nome (Grey Goose), depois determinada a origem (França - fazendo menção à qualidade do seu trigo e das suas águas) e só depois se passou à sua produção. Uma história foi criada de raiz para sustentação da marca, mas apenas isso - uma história. Digamos que é um caso em que a realidade moldou-se à fantasia. Acrescentou-se ainda a sua penta destilação, ou seja, a vodka antes de sair para a garrafa era destilada 5 vezes, contra as tradicionais 2 ou 3 vezes dos seus concorrentes.

E para terminar o seu pricing. A Grey Goose lançou-se há cerca de 8 anos no mercado norte americano. E lançou-se com um preço de cerca de 30 dólares por garrafa, contra os 15 dólares praticados pela sua mais directa concorrência no mercado premium das vodkas - a Absolut. A acompanhar o lançamento da marca, foi implementada uma forte estratégia de product placement. A presença em todas as galas de caridade e que envolviam personagens públicas foi uma prioridade, assim como a associação a estrelas pop e hip-hop.

Tratou-se, de facto, de uma craição de uma marca memorável. De tal forma foi impactante que continua a liderar o mercado premium nos Estados Unidos e recentemente foi vendida por 2 biliões de dólares à Barcardi-Martini, um recorde na área das bebidas espirituosas. Mais espantoso ainda se torna quando esta marca obtém classificações pelos experts em vodka nada coincidentes com o seu estatuto de mercado. Nem nas 10 primeiras vodkas ficou classificada (classificação esta liderada pela vodka smirnoff).

Um caso notável. Aconselhamos a leitura deste artigo publicado na New York Magazine.

Posted by ... boost alpha às 12:09
Categories: Labels:

Sem comentários: