quinta-feira, 30 de outubro de 2008



Aliar a improvisação à disciplina parece uma missão impossível. Mas, é o que se faz no jazz, cujas partituras as empresas e as organizações têm de aprender a tocar, sob pena de deixarem o palco dos negócios, recomenda John Kao, o professor de Criatividade da Harvard Bussiness School, no seu mais recente livro "Jamming - The Art and Discipline of Coporate Creativity". Aprender a criar em colectivo, institucionalizar este acto e gerir a criatividade como uma vantagem competitiva são a alma da quarta vaga da gestão, nas palavras do autor. A empresa do futuro terá de ser como um clube de jazz. Eis a pauta de John Kao.


Porque é que escolheu o termo "jamming" para título? Soa um bocado estranho para um livro sobre gestão, sobretudo para quem não está familiarizado com a música...
JOHN KAO - O termo vem do jazz. Significa juntar pessoas de diferentes capacidades e, através da improvisação, conceber, em conjunto, algo novo, criativo e harmonioso. O objectivo, ao escrever este livro, foi tomar uma posição sobre a importância da criatividade como fonte da vantagem competitiva. Inspirei-me no jazz porque as competências, ou seja, o talento para tocar esta música, são semelhantes ao que hoje é necessário para tornar os negócios mais criativos. Esse título serviu para atrair a atenção do leitor. Mas o livro não é só isso. Muitas empresas e instituições concordam que a criatividade é importante, e eu vendo-lhes a ideia com facilidade. O que falta é o "como", ou seja, com que sistemas, mensagens e ferramentas se cria criatividade nas empresas.

Essa inspiração no jazz vem da sua carreira artística?
J.K. - Tenho tido, de facto, uma vida profissional invulgar. Já me reformei umas quatro ou cinco vezes e ainda espero voltar a fazê-lo mais umas quantas. A minha primeira carreira foi como músico profissional. Conheci o jazz ainda na juventude, quando andava no liceu, e que me marcou muito. Daí que me tenha directamente inspirado nele.

Muitos leigos consideram o jazz como uma música anárquica reservada aos grandes artistas. Como convence os gestores a ouvirem as suas lições?
J.K. - O subtítulo do livro é: "A arte da disciplina da criatividade nos negócios". Ou seja, a criatividade tem de ser entendida em dois sentidos mutuamente importantes: o da inspiração criativa; e o da disciplina pura e simples, que resulta da experiência e do saber prático. O jazz não é uma anarquia musical. Não é verdade que os músicos tocam o que querem. Eles têm de compreender a gramática do jazz, têm de saber tocar os instrumentos com mestria, têm de conhecer a tradição e a obra dos virtuosos. Quando actuam há sempre um equilíbrio entre o que descobrem no momento e a disciplina que adquiriram ao longo da carreira. É esse equilíbrio entre inspiração e disciplina que deve ser institucionalizado nas organizações.

Mas, isso significa transformar a criatividade num processo institucionalizado. Ora, a maioria das pessoas encara-a como algo que só está ao alcance de alguns eleitos...
J.K. - É verdade que para muitos a criatividade cai do céu, é magia, ou um talento inato reservado aos génios. Confunde-se criatividade com genialidade. Penso que todos somos criativos, faz parte da condição humana. Mas só alguns criativos são, de facto, geniais. Logo, a criatividade é, não só possível, como inevitável. Diz-se, no Silicon Valley, que o ciclo de vida entre uma ideia e a oferta de um produto ou serviço no mercado não pode ultrapassar 18 meses. Isto obriga a criar no momento e sob pressão. Por isso, o jamming é tão importante nas empresas. Disseram-me que jamming é o termo que define a Quarta vaga da gestão, na actual era da criatividade. Subscrevo essa ideia.

Se estamos a mover-nos na era da vantagem competitiva para a vantagem criativa, será que Michael Porter e os outros teóricos da criatividade estavam errados?
J.K. - Bom, todos eles falam da criatividade, e Prahalad e Hamel, neste seu último livro "Competing for the Future", também. Falam, mas ponto final, não dizem "o que" e "como" fazer, ou seja, como gerir a criatividade. A questão já não é a de considerar a criatividade uma prioridade, mas sim, em saber como criar e gerir sistematicamente. Foi a pensar no "que" e no "como" fazer que levei um ano e meio para escrever este livro.

Quando fala da criatividade como elemento diferenciador de empresas, significa que os velhos métodos de contabilidade para avaliar o seu valor estão fora de moda?
J.K. - Vamos por partes. Os princípios de contabilidade são como uma língua. Por definição, uma língua é sempre válida para comunicarmos com os outros. O problema é que a linguagem da contabilidade começa a sentir a falta de muito vocabulário. O problema dos princípios contabilísticos, baseados em activos tangíveis, é que são baseados na linguagem económica tradicional, que advém de uma concepção mecanicista do que é o valor. Ora, isto está hoje definitivamente posto em causa. O economista Paul Romer, da Universidade de Berkeley, defende que o valor económico vem do poder das ideias e da inovação. Na era do conhecimento, o valor já não pode ser avaliado primordialmente em termos tangíveis. No futuro, o critério de avaliação de empresas em Wall Street terá por base o "benchmarking" da sua capacidade de inovação e dos talentos. Mas, estamos a dar os primeiros passos.

E como é que a actual revolução informédia favorece essa nova era da criatividade?
J.K. - Há, sem dúvida, uma enorme ligação entre os dois factos. O meu livro está na intersecção de três eixos: a organização da criatividade; a gestão do saber; e o impacte das novas tecnologias. Os dois últimos eixos facilitam o primeiro.

Julga que a Internet e as intranets são o ambiente ideal para o jamming?
J.K. - Sem qualquer dúvida! Elas são a cultura do jamming típica! São o meio para a partilha de diferentes perspectivas e para a improvisação e colaboração criativa de que falo no livro. Em certo sentido, penso que a empresa do futuro tornar-se-á um clube de jazz.

Porque aconselha os gestores a dar primazia ao design?
J.K. - O design é algo estabelecido na arquitectura, nos produtos, no grafismo. Falta entendê-lo nos negócios. O problema é que há muitas disfuncionalidades entre os gestores e designers. Muitos empresários julgam que design tem a ver com cosmética. Não falamos do design das organizações, do design das intranets, do design de uma cultura de colaboração? Então, o líder de empresa tem também de se encarar como um designer.

(fonte: gurusonline)

Posted by ... boost alpha às 18:33
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(via life moves pretty fast)

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quarta-feira, 29 de outubro de 2008




(via freshcreation)

Posted by ... boost alpha às 19:35
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Hoje tive a felicidade de assitir a um wokshop da responsabilidade do Matin Lindstrom. Foram 2 horas extraordinárias que passei na companhia deste brand guru. Em honra a esses bons momento fica aqui mais uma entrevista recente.

Consultor de empresas como Disney, Pepsi e Microsoft, Martin Lindstrom é tido como um dos mais importantes especialistas em marcas do mundo. Na entrevista a seguir, ele fala sobre como as marcas são afectadas pela internet.

Martin Lindstrom é reconhecido como um dos principais especialistas em marcas do mundo. Empresas como Disney, Pepsi, American Express, McDonald’s e Microsoft frequentemente recorrem ao consultor, que é colunista da revista Advertising Age e autor de BrandChild e BRAND Sense, dois best-sellers da área. Na entrevista a seguir, Época NEGÓCIOS conversou com o consultor sobre como as marcas são afectadas pela internet. “Conforme se formam comunidades online, as pessoas espalham as novidades e divulgam suas preferências no Second Life. Uma marca precisa abraçar este fenómeno”, diz.

Como uma marca é afectada pela internet e as pelos social media?
Martin Lindstrom – Cada vez mais as marcas são afectadas pela internet. A verdade é que marcas verdadeiramente poderosas são construídas em conjunto com os seus consumidores. Pense: se vê alguém usando uma camisa bonita, a beber uma nova cerveja ou usando um novo iPod, você é afectado. Mas não porque a marca de cerveja é impactante, mas porque a pessoa que a está a beber é não lhe é indeferente. O mesmo acontece na internet. E conforme se formam comunidades online, como o Second Life, as pessoas espalham as novidades e divulgam as suas preferências. Uma marca precisa de se adaptar a este fenómeno e assumir um novo papel na internet de uma forma bastante participativa.

Como avaliar a percepção de uma marca num mundo em que as informações se propagam tão rapidamente?
Lindstrom – É preciso monitorizar a presença da marca e o contexto em que elas são discutidas em salas de chat e sites. Poucas marcas sabem o que realmente as pessoas comentam em blogs e sites como MySpace e FaceBook porque apenas monitorizam a imprensa. Então, primeiro coloque alguém para monitorizar as discussões sobre a marca em comunidades online. Em segundo lugar, crie uma taskforce com o poder de agir rapidamente se uma marca repentinamente começa a atrair vibrações negativas.

É possível controlar a percepção de uma marca actualmente?
Lindstrom – Só dá para monitorizar parte dessa percepção. E as regras para criar uma boa percepção de marca são simples. 1) Seja honesto. 2) Supere expectativas e não prometa mais do que pode. 3) Seja consistente. 4) Seja transparente. 5) Não seja egoísta e pense na consequência dos seus actos. As marcas raramente passam por esse teste. A maioria falha na primeira e na segunda regra. A Nike, por exemplo, falhou no quarto item.

Actualmente, as pessoas falam muito sobre inovação. Quão importante é para uma marca ser percebida como inovadora?
Lindstrom – Depende em que tipo de negócio ela está envolvida, apesar de inovação ser essencial. A maioria dos consumidores gostaria de pensar que ao comprar uma marca também está a comprar a última novidade em moda, bebidas, comidas, carros. Mas a inovação pode ser percebida de diferentes maneiras: pode ser inovador ao pensar de uma forma diferente ou ao desenvolver técnicas de produção novas e de alta qualidade. Ou pode ser – como no caso da Apple – vanguarda em termos de tecnologia.

(fonte: época negócios - entrevsita realizada por Rafael Barifouse)

Posted by ... boost alpha às 19:21
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008







(fonte: brand new)

Posted by ... boost alpha às 12:32
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Foi-se o tempo em que a publicidade assentava apenas em estímulos visuais e auditivos. Uma série de estudos está a dar legitimidade aos outros sentidos - olfato, por exemplo - para atrair clientes. Na indústria automóvel e na hotelaria, o marketing olfativo ganha rapidamente adeptos - do hotel Mirage MGM, em Las Vegas, à Peugeot-Citroen, na França. Segundo a ScentAir, empresa especializada na produção de identidades olfativas para empresas, o facturação do sector (que estava na casa dos US$ 80 milhões em 2006) deverá ultrapassar os US$ 500 milhões até 2010, nos Estados Unidos. Na Europa,o panorama repete-se. "Há uma mudança de tendência importante no processo de escolha do consumidor", diz Roberto del Blanco, professor de marketing do Instituto de Empresa (IE), na Espanha.

A proeminência do aroma como instrumento de marketing faz sentido, de acordo com estudos realizados desde o fim dos anos 90. Um estudo da Universidade Rockefeller, em Nova York, descobriu que o ser humano é capaz de se lembrar de 35% dos odores que sente. Já essa percentagem cai para 5%, quando se trata de nossa memória visual, e para 2%, no que diz respeito à memória auditiva. Restava, porém, a questão: o aroma faz vender mais? A resposta veio de outro estudo, do neurologista Alan Hirsch, de Chicago. Hirsch aromatizou uma área de caça-níqueis do hotel Hilton de Las Vegas. Depois de checar a facturação anterior e posterior à aromatização, concluiu que a área aromatizada teve um crescimento de público de 45% em relação às áreas que não haviam sido aromatizadas.

No centro de pesquisa PSA Peugeot-Citroen, localizado nos arredores de Paris, designers olfativos (como estão sendo chamados), projectistas e profissionais de marketing tentam descobrir novas maneiras de tornar os carros mais atractivos aos condutores. "O objectivo é tornar os factores sensoriais tão importantes quanto os outros, como os ergonómicos", afirma Patricia Jonville, directora do centro. Na rival Renault, a unidade de marketing sensorial está empenhada na criação de um verdadeiro "campo de odores" a serviço do marketing de veículos. Uma bateria de 45 compostos químicos está a ser utilizada para a criação de novos padrões do "cheirinho de carro novo". Hoje já há seis variantes do tradicional (mas sempre agradável) aroma do automóvel zero-quilómetros, como o "marítimo" e um aroma que remete às florestas de carvalho existentes no coração da Europa.

(fonte: geocorp)

Posted by ... boost alpha às 12:24
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008




O mundo do comércio eletrónico está em ebulição. A explosão da web 2.0 abriu novas frentes e possibilidades. Algumas dessas novas tecnologias não passam de modas, outras, vieram para ficar e merecem a nossa atenção.

Tendência Nº 1 - A VOZ no comércio eletrónico.
Qualquer vendedor sabe que uma ligação vale mais do que um clique. A tecnologia da voz na internet já permite que o vendedor estabeleça um contato 1-a-1 com o cliente potencial ao vivo ao telefone enquanto o mesmo visita o web site da empresa. Algumas estudos apontam que o contato ao vivo enquanto acontece a visita ao web site aumenta em 10 vezes o número de compras na web.

Tendência Nº 2 - Feed Marketing.
Sabe o que é RSS? RSS é uma fantástica tecnologia que permite que as pessoas recebam conteúdo que interessa nas suas caixas postais eletrónicas; seja conteúdo escrito, áudio e até video. Já existem algumas operações de comércio eletrónico que permitem que os seus clientes façam assinaturas de Conteúdo RSS, inclusive Cupom RSS onde ofertas personalizadas são remetidas através dessa tecnologia.

Tendência Nº 3 - O Email Marketing vai sobreviver.
A era do spam vai passar, o número de spams será drasticamente reduzido. As ferramentas anti-spam vão vencer essa guerra. Muito provavelmente, o resultado final será a cobrança de um "selo virtual" que garante a entrega dos e-mails.

Tendência Nº 4 - A Robótica do Marketing.
O Ser Humano não vai dar conta do recado. A quantidade de possibilidades e cruzamentos de informações relevantes será muita coisa para o ser humano gerir. Softwares-robôs irão aprender os hábitos dos consumidores e criar as ofertas relevantes que a empresa precisa criar para aumentas as vendas e reter os seus clientes. Alguns robôs já existem, novos e mais sofisticados estão prestes a nascer mais sofisticados e eficazes.

Tendência Nº 5 - Stereo Marketing.
O instituto de pesquisas eMarketer aponta que o actual consumidor é um multimidia inveterado. Enquanto lê emails, escuta músicas em MP3, conversa no messenger, assiste videos no YouTube. O Marketing do seu comércio eletrónico deve seguir essa tendência para não perder oportunidades de se relacionar com o seu Cliente. Programa de Rádio, Programa de Vídeo, Programa de Textos, o marketing da sua empresa pode ser a mídia, e mudar a história do marketing da sua indústria.

Tendência Nº 6 - Blog Marketing.
Blogs vieram para ficar. Alguns são fantásticos e são mais visitados do que os tradicionais portais de notícias da web. Os blogs não estão a afectar apenas o mundo do jornalismo, mas o universo do comércio, uma vez que milhões de pessoas estão a formar as suas opiniões baseadas na opinião de milhares de bloggers.

(fonte: ikedarevolution)

Posted by ... boost alpha às 11:33
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008








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terça-feira, 21 de outubro de 2008






















(via weirdomatic)

Posted by ... boost alpha às 15:04
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Posted by ... boost alpha às 14:24
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