sexta-feira, 2 de maio de 2008



O que é Web 2.0?

Web 2.0 é um termo cunhado em 2003 pela empresa norte-americana O'Reilly Media para designar uma segunda geração de comunidades e serviços baseados na plataforma Web, como wikis, aplicações baseadas em folksonomia e redes sociais. Embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão para a Web, ele não se refere à actualização nas suas especificações técnicas, mas a uma mudança na forma como ela é encarada por utilizadores e programadores.

Alguns especialistas em tecnologia, como Tim Berners-Lee, o inventor da World Wide Web, alegam que o termo carece de sentido, pois a Web 2.0 utiliza muitos componentes tecnológicos criados antes mesmo do surgimento da Web. Alguns críticos do termo afirmam também que este é apenas uma jogada de marketing (buzzword). Em abril de 2000 houve uma grande crise no mercado da Internet, com a quebra de várias empresas (estouro da bolha). Apesar disso, nos anos seguintes, a Internet tornou-se cada vez mais importante do ponto de vista económico e mediático.

História.
O termo Web 2.0 foi usado pela primeira vez em Outubro de 2004 pela O'Reilly Media e pela MediaLive International como nome de uma série de conferências sobre o tema, popularizando-se rapidamente a partir de então.
Tratou-se de uma constatação de que as empresas que conseguiram manter-se através da crise da Internet possuíam características comuns entre si, o que criou uma série de conceitos agrupados que formam o que chamamos Web 2.0.

Conceito.
A conceptualização dada neste artigo segue os princípios ditados por Tim O'Reilly, o precursor do uso do termo no seu artigo de conceptualização (e também de defesa) do termo Web 2.0.

Tim define que:
"Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência colectiva".

Regras.
As regras a que se refere O'Reilly já foram discutidas antes do surgimento do termo, sob outros nomes como infoware, the internet operating system e the open source paradigm shift e são produto de um consenso entre empresas como Google, Amazon, Yahoo e Microsoft e estudiosos da Web (como Tim O'Reilly, Vicent Cerf e Tim Berners-Lee) e
da consolidação do que realmente traz resultado na Internet. Segundo Tim O'Reilly, a regra mais importante seria desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos da rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva.

O'Reilly sugere algumas regras que ajudam a definir sucintamente a Web 2.0:
* O beta perpétuo - não trate o software como um artefato, mas como um processo de comprometimento com seus utilizadores.

* Pequenas peças levemente unidas - abra os seus dados e serviços para que sejam reutilizados por outros. Reutilize dados e serviços de outros sempre que possível.

* Software acima do nível de um único dispositivo - não pense em aplicativos que estão no cliente ou servidor, mas desenvolva aplicativos que estão no espaço entre eles.

* Lei da Conservação de Lucros, de Clayton Christensen - lembre-se de que num ambiente de rede, APIs abertas e protocolos padrões vencem, mas isso não significa que a ideia de vantagem competitiva desapareça.

* Dados são o novo “Intel inside” - a mais importante entre as futuras fontes trancadas e vantagem competitiva serão os dados, seja através do aumento do retorno sobre dados gerados pelo utilizador, sendo dono de um nome ou através de formatos de arquivo proprietários.

Tags, não taxonomia: o utilizador organiza o próprio conteúdo. A organização do conteúdo é feita também pelo próprio utilizador sob a forma de marcações, em contraste com uma taxonomia do sistema.
Por exemplo, o aplicativo del.icio.us para guardar e compartilhar links favoritos criou o conceito de marcação de conteúdo. Em vez de criar pastas e categorias pré-definidos para o utilizador escolher, cada utilizador pode definir uma
palavra-chave para um determinado conteúdo, assim, quanto mais utilizadores marcarem o conteúdo, melhor organizado ele será.

Críticas.
Os críticos argumentam que não houve uma mudança significativa no marketing praticado pela Internet. Segundo eles, o dinheiro de acções de marketing continua a ser gerado da mesma forma: via publicidade.
Como exemplo: a maior parte dos lucros do Google vêm de anúncios vinculados às suas buscas e sites que utilizam seus serviços. Conceitos como o de marketing viral são bastante antigos, sendo que seu vínculo com a Internet alvo de um livro (Idea Virus) de Seth Godin ainda em 2001. Empresas de publicidade na Web (ex. DoubleClick) já empregavam o pagamento por retorno antes do advento do termo Web 2.0. O próprio Google AdSense e AdWords não são serviços novos, derivam de empresas que já actuavam na Internet antes do Google.

Como consequência, até ao momento não existe consenso sobre o que exactamente é a Web 2.0, e as definições variam de forma a incluir determinadas características/conceitos de acordo com o entendimento de cada especialista. Esta indefinição também se deve ao facto de a Web 2.0 não ser um objecto, um produto, tão pouco uma marca, apesar de
existir um ou mais pedidos de patente sob o termo, mas sim de um conceito relativamente novo.
Para resolver definitivamente estas questões, alguns especialistas sugerem o uso do termo webware, relacionando estes aplicativos da Internet a verdadeiros softwares online.

(Fonte: Wikipedia)

Posted by ... boost alpha às 12:23
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